A Turquia e os imigrantes: O assistente

22 outubro 2015
De Groene Amsterdammer Amesterdão

O assistente – Joep Bertrams

Na bengala: “eleições”

A uma semana das eleições legislativas turcas, no dia 1 de novembro, o papel da Turquia na crise dos imigrantes esteve na centro da visita de Angela Merkel a Istambul, no dia 18 de outubro. A chanceler alemã apresentou ao presidente turco, Recep Tayyp Erdoğan, o plano da UE para convencer a Turquia a acolher os refugiados no seu território, em vez de deixá-los entrar na Europa, em troca da concessão de ajuda financeira, a liberalização de vistos para os turcos e a recuperação das negociações de adesão com Ancara.

Entretanto, a Eslovénia tornou-se a nova porta de entrada para a União Europeia, depois de a Hungria ter encerrado a sua fronteira com a Croácia, no dia 16 de outubro. Mais de 20 mil pessoas atravessaram a Croácia a pé e chegaram nos últimos dias à Eslovénia, em direção à Áustria e à Alemanha. O primeiro-ministro esloveno, Miro Cerar, enviou o exército para patrulhar os 670 km da fronteira com a Croácia e solicitou a ajuda da UE para fazer frente à emergência.